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A corrupção é feita entre paredes, afirma presidente do TRE

Direto de seu gabinete, localizado no prédio do Tribunal de Justiça da Bahia, o desembargador Mário Alberto Simões Hirs recebeu a equipe de reportagem do site Bocão News. Fazendo um panorama do processo eleitoral, Hirs falou sobre os processos de judicialização e analisou o momento político vivido pelo país.

Com relação ao trabalho diante da proximidade das eleições, pleito a ser realizado no dia 2 de outubro, o presidente do TRE admitiu ser uma tarefa pesada, mas afirma que o Tribunal está preparado para realizar o processo. "Pesa o trabalho que você tenha e é um pouco desgastante. Os tribunais regionais de um modo geral funcionam por si só. Com relação à parte administrativa, se eu não existisse, o órgão funcionaria do mesmo jeito. A Justiça Eleitoral teve uma redução orçamentária muito grande, mas conseguiu a suplemantação com o ministro Gilmar Mendes. O país vive uma situação difícil, mas a parte administrativa funciona perfeitamente, sem problemas", garantiu, informando que cerca de mil mesários estão envolvidos nas eleições.

Na entrevista, o desembargador falou também sobre a doação de campanha. Para ele, "pela pimeira vez temos uma campanha em que nã há participação de empresas como doadoras de campanha, mas também vou me louvar de Gilmar Mendes que diz que estamos dando um salto no escuro. Não sabemos o que vai acontecer. O brasileiro é muito criativo, o baino também. Vamos ter uma avaliação após o pleito", analisou.

Nesta eleição, Hirs explicou que a pessoa física só pode colaborar com até 10% da sua renda anual tida na declaração do ano anterior. "Se ganhou, por exemplo, R$ 600 mil, pode doar no máximo R$ 60 mil . O nível salarial da Bahia é relativamente baixo".

Sobre a judicialização, o presidente ressalva que é um fruto da democracia. "O que nós vemos hoje é a prova do custo da democracia que permite a judicialização. Para que você se tornasse elegível bastava judicializar. Hoje não. Você tem que ter uma liminar a seu favor", disse.

Paralisação dos oficiais

O desembargador comentou sobre a possibilidade de greve por parte dos servidores. Os oficiais de Justiça na Bahia estão ameaçando não trabalhar alegando que o TRE não tem cumprindo com resoluções do Tribunal Superior Eleitoral. Segundo eles, o TRE quer pagar R$ 300 para trabalharem na eleição e o valor deveria ser de R$ 92 por mandado. "Vamos cumprir a resolução do TSE. Digo de ante mão que não temos oficial de Justiça nos nossos quadros. Se por acaso houver algum destempero desta ordem a socieadade não vai se prejudicar porque nomearei oficiais. A Justiça eleitoral não tem oficial de justiça. Se resolverem fazer greve a eleição não vai deixar de existir", afirmou.

Confira abaixo a entrevista completa:

(Por Ascom)

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