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Gisele Ellen e Athylla Borborema são premiados com o “Troféu Drummond” e o “Machado de Assis de Literatura” em MG

A advogada e escritora Gisele Ellen de Andrade, titular da cadeira nº 23 da ATL e o escritor e jornalista Athylla Borborema, titular da cadeia nº 02 e vice-presidente da ATL – Academia Teixeirense de Letras, foram os grandes homenageados na cidade de Itabira, Minas Gerais, com o “Troféu Carlos Drummond de Andrade de Literatura” e o “Troféu Machado de Assis de Literatura”, respectivamente.

A mais tradicional festa de premiação da literatura mineira ocorreu neste sábado à noite, dia 22 de outubro, numa solenidade no Salão Nobre do Real Campestre Clube, na cidade de Itabira, na Mesorregião Metropolitana de Belo Horizonte. Escritores, poetas, jornalistas, artistas e cientistas de vários estados brasileiros foram premiados com as estatuetas dos inesquecíveis poetas Carlos Drummond de Andrade e Machado de Assis. A cidade realizou a 51ª edição do evento com a chancela do Ministério da Cultura do Brasil, Secretaria de Estado da Cultura de Minas Gerais e da Vale.

Gisele Ellen foi homenageada com a estatueta do inesquecível poeta Carlos Drummond de Andrade pelo conjunto da obra do seu livro “O Mundo de Emy”. Já Athylla Borborema foi homenageado com a estatueta do memorável patrono da literatura Machado de Assis pelo conjunto da obra do seu livro “A menina do Céu Cor-de-Rosa”. Em 2015, Athylla Borborema já havia recebido o “Troféu Carlos Drummond de Andrade” na festa do cinqüentenário do prêmio, pelo conjunto da obra do seu livro “Casamento sem Sexo”.

O evento foi marcado pela emoção e pela poesia de Carlos Drummond de Andrade, homenageando artistas de todo país e a cidade de Itabira, quem a fez conhecida em todo o mundo, quem cantou suas montanhas e eternizou suas esquinas e recantos, quem fez de seu chão, de sua alma e de suas calçadas um verso de amor e saudade.

Os escritores Athylla Borborema e Gisele Ellen que são filhos de Itamaraju, foram prestigiados no evento por um outro itamarajuense ilustre, o sociólogo e antropólogo Dajildo Lopes de Moura, um dos maiores entusiastas da educação através da arte e da literatura, que há 20 anos está radicado em Belo Horizonte.

De acordo com o jornalista Eustáquio Lúcio Félix, um dos organizadores do evento, o Troféu Carlos Drummond de Andrade e o Prêmio Machado de Assis estão inseridos no mais antigo evento do gênero no Brasil, homenageando sempre pessoas que abrem caminhos e escolhem direções no exercício da cidadania plena, à prática de ideais democráticas, à intimidade com a arte, que valoriza a educação, incentiva a cultura e os valores de justiça e dignidade.

Homenageados


A advogada e escritora Gisele Ellen é filha da cidade de Itamaraju e radicada profissionalmente em Teixeira de Freitas, onde atua como advogada previdenciária e trabalhista. É pós-graduada em Direito do Trabalho e em Direito Previdenciário. Já foi conciliadora do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia e Procuradora do Município Mineiro de Serra dos Aimorés. Amante da literatura, Gisele Ellen é autora do romance “O Mundo de Emy” um livro de encantos para o público jovem. Ela ocupa a cadeira nº 23 da Academia Teixeirense de Letras e é também titular do Núcleo de Letras e Artes de Buenos Aires.

O jornalista e escritor Athylla Borborema embora seja natural do município de Prado, também se considera filho de Itamaraju onde se radicou desde os 6 anos de idade. Ele ainda é radialista, publicitário e perito judicial do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia. É mestre e doutorando em Jornalismo Científico. Titular da cadeira nº 02 e vice-presidente da Academia Teixeirense de Letras. Titular da cadeira nº 23 da Academia de Letras de Salvador. Presidente do conselho administrativo da Fundação Mamãe África de Caravelas. Athylla Borborema é autor de 21 livros e é considerado um dos escritores nordestinos mais inovadores e originais de seu tempo.

Troféu Carlos Drummond de Andrade


O Troféu Carlos Drummond de Andrade que foi agraciado a Gisele Ellen, existe há 51 anos e foi criado em homenagem ao itabirano mais ilustre da sua história. Carlos Drummond de Andrade foi um contista, cronista e um poeta da maior grandeza, um dos principais poetas da segunda geração do Modernismo brasileiro e considerado até hoje pela critica e pela maioria dos intelectuais como o mais influente poeta brasileiro do século XX. Drummond estudou no Colégio Arnaldoem Belo Horizonte e no Colégio Anchieta com os jesuítas em Nova Friburgo. Formou-se em farmácia pela Universidade Federal de Minas Gerais e fundou o seu primeiro veículo de comunicação “A Revista” para divulgar o modernismo no Brasil.

Em 1925, casou-se com Dolores Dutra de Morais, com quem teve dois filhos, Carlos Flávio, que viveu apenas meia hora (e a quem é dedicado o poema “O que viveu meia hora”, presente no livro “Poesia completa”). Em 1930, aos 28 anos, Drummond publica o seu primeiro livro “Alguma Poesia”. Durante a maior parte da vida, Drummond foi funcionário público, embora tenha começado a escrever cedo e prosseguindo até seu falecimento, que se deu em 1987, doze dias após a morte de sua filha Maria Julieta Drummond de Andrade.

Meses antes de sua morte, a escola de samba carioca Mangueira o homenageou no Carnaval de 1987 com o enredo “O Reino das Palavras”, sagrando-se campeã do Carnaval Carioca naquele ano. Além de poesia, produziu livros infantis, contos e crônicas. Carlos Drummond de Andrade nasceu no dia 31 de outubro de 1902 em Itabira, cidade mineira cuja memória viria a permear parte de sua obra, e morreu aos 84 anos na cidade do Rio de Janeiro no dia 17 de agosto de 1987. Ele publicou 57 livros e é coautor de 9 antologias.

Troféu Machado de Assis


O Troféu Machado de Assis de Literatura outorgado a Athylla Borborema nasceu em tributo ao maior nome da literatura nacional Joaquim Maria Machado de Assis, um poeta, romancista, cronista, dramaturgo, contista, folhetinista, jornalista, e crítico literário. Escreveu praticamente todos os gêneros literários e testemunhou a mudança política no país quando a República substituiu o Império e foi um grande comentador e relator dos eventos político-sociais de sua época. Filho de uma família pobre, mal estudou em escolas públicas e nunca frequentou a universidade. Lutou para subir socialmente abastecendo-se de superioridade intelectual e assumiu diversos cargos públicos federais em Ministérios e conseguiu precoce notoriedade em jornais onde publicava suas primeiras poesias e crônicas.

Machado de Assis é considerado o introdutor do Realismo no Brasil com a publicação de Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881). Este romance é posto ao lado de todas suas produções posteriores: Quincas Borba, Dom Casmurro, Esaú e Jacó, e Memorial de Aires. Sua obra foi de fundamental importância para as escolas literárias brasileiras dos séculos XIX e XX e, surge atualmente como de grande interesse público e acadêmico e público. Influenciou grandes nomes das letras, como Olavo Bilac, Lima Barreto, Carlos Drummond de Andrade, John Barth, Donald Barthelme e muitos outros.

Em 1897, Machado de Assis se entusiasma ao lado de um pequeno grupo de intelectuais e funda a ABL – Academia Brasileira de Letras com o objetivo de cultuar a cultura brasileira e, principalmente a literatura. Passa a ocupar a cadeira nº 01 e se torna o seu primeiro presidente. Machado se Assis nasceu no Morro do Livramento no Rio de Janeiro em 21 de julho de 1839 e morreu aos 69 anos no dia 29 de setembro de 1908, também no Rio de Janeiro. Publicou 66 livros e escreveu 10 peças de teatro. (Da redação TN).


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