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Sete funcionários da Caixa denunciados por fraudes de mais de R$ 3,5 milhões em Ilhéus e Itabuna

Funcionários na agencia da CEF de Ilhéus atuavam com empresas de fachada
Sete pessoas foram denunciadas por causar um prejuízo de mais de R$ 3,5 milhões à Caixa Econômica Federal (CEF). Segundo o Ministério Público Federal (MPF) em Ilhéus, eles operavam 17 empresas “de fachada” para conseguir de modo fraudulento 32 empréstimos junto a agências do banco em Ilhéus e Itabuna. Os valores nunca foram quitados. Paulo Henrico Almeida de Melo Santos é apontado como líder do grupo. 

Junto com outras cinco pessoas, Aline Félix Nascimento, Fabiana Vieira dos Santos, Jaqueline Santana Felix de Jesus, Nadja Almeida de Melo e Tayana Frutuoso de Souza, ele constituiu 17 empresas fictícias entre 2012 e 2013, usando informações e documentos falsos. O objetivo era conseguir empréstimos na Caixa. 

O gerente de atendimento de pessoas jurídica das agências de Ilhéus e Itabuna à época, Gerson Bernardo Alves dos Santos, é acusado de ser cúmplice nos 32 atos ilícitos cometidos. Ele autorizava indevidamente a concessão de crédito em benefício das empresas. A Caixa instaurou um processo disciplinar que constatou a fraude de irregularidade nos empréstimos, concluindo que o gerente agiu para burlar as regras do banco de maneira intencional, para favorecer os denunciados. 

A denúncia, do procurador da República, Tiago Modesto Rabelo, diz que Paulo Henrico Santos “constituiu, com o auxílio dos demais denunciados, empresas ‘de fachada’ para ludibriar os controles da Caixa, o que não teria sido possível se o denunciado Gerson Bernardo não tivesse, deliberadamente, transgredido seus deveres funcionais para autorizar ilegalmente os empréstimos, em valores milionários”. 

 Entre os outros cinco réus, estão a mãe e duas ex-mulheres de Paulo Henrique. Todas estavam cientes da ilegalidade e receberam parte do dinheiro. Os empréstimos eram contraídos na modalidade Giro-Caixa Fácil, que ajuda no fomento à atividade empresarial. As empresas em questão não existiam e nunca funcionaram. O valor do dano, até abril de 2014, chegou a R$ 3.503.695,38. As primeiras parcelas de alguns empréstimos chegaram a ser pagas apenas para viabilizar a recomposição parcial do crédito, para que o grupo pudesse contrair novos empréstimos. (Por Jequié Repórter)


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