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Assassino de “Cigano” é condenado a 16 anos e 8 meses em Itamaraju

Sentou-se no banco dos réus durante o dia e noite desta terça-feira (06/12), no tribunal do júri do Fórum de Itamaraju, Jovânio Teles de Oliveira, acusado de assassinar a golpes de facão o seu desafeto Sílvio Pinheiro do Bonfim, o “Cigano”, de 44 anos na época, crime ocorrido por volta das 23h30 do dia 8 de junho de 2014, na Rua Márcio Carletto, Bairro Tassizão, na região norte da cidade.

Segundo consta nos autos, pouco tempo antes do crime, assassino e vítima já tinham discutido e após informações de moradores, uma guarnição da 43ª Companhia Independente da Polícia Militar de Itamaraju (CIPM), foi ao local, onde os militares conversaram e acalmaram os ânimos dos dois. Mais tarde, por volta das 23h30, houve um novo encontro, quando Sílvio teria voltado a questionar Jovânio em virtude de uma queixa de suposta agressão da esposa do mesmo em relação à sua pessoa.
Não contente com os questionamentos, segundo as investigações, Jovânio Teles de Oliveira, apossou-se de um facão afiado e golpeou várias vezes Sílvio Pinheiro do Bonfim, o “Cigano”. A vítima sofreu diversos cortes, inclusive teve os braços quase decepados.

E nesta terça-feira (06/12), quase dois anos e meio após o crime, Jovânio foi submetido a julgamento popular, oportunidade que acabou condenado por homicídio qualificado, em virtude do motivo fútil e por dificultar ou impossibilitar a defesa da vítima.

O julgamento popular começou nas primeiras horas da manhã, se estendeu durante o dia e noite e a sentença só foi publicada e lida pelo juiz Heitor Awi Machado de Attayde, presidente do júri, por volta das 2h da madrugada desta quarta-feira, dia 7 de dezembro. Na acusação atuou o promotor Tarcísio Robslei França, enquanto a defesa ficou a cargo do advogado Leonardo José Cavalcante Pontes.
Inicialmente a pena foi fixada em 20 anos, devido à mojoração de dois terços pelas qualificadoras do motivo fútil e impossibilidade de defesa da vítima. “Na segunda fase, reconheço a circunstância atenuante de confissão espontânea, razão pela qual reduzo a pena em um sexto, fixando-a em 16 anos e 8 meses de reclusão”, decidiu o juiz Heitor Awi Machado de Attayde.

Agora condenado a quase 17 anos de prisão, em regime fechado, o réu Jovânio Teles de Oliveira, foi inicialmente levado à carceragem da Polícia Civil de Itamaraju, mas nos próximos dias deve ser recambiado para cumprir sua pena no Conjunto Penal de Teixeira de Freitas. (Por Ronildo Brito)

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