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Prado: Bióloga adverte que o lixo é uma das causas da morte de animais marinhos e representa risco à vida humana

No Balneário de Cumuruxativa, no litoral norte do município de Prado, uma bióloga lançou uma campanha que vale para toda costa brasileira que é deixar nativos e turistas regularmente conscientes da necessidade de manter todo o litoral limpo e bonito como modo de cada um e todos nós ajudar a melhorar o estado da praia, da margem da praia e dunas e assegurar que esses ambientes continuem a servir como lugares onde pessoas e vida selvagem possam usar seguramente.

A bióloga e educadora Carina dos Santos Borborema informa que os animais marinhos, a exemplo de tartarugas e golfinhos, são um dos maiores prejudicados quando a população descarta o lixo em local inapropriado. Até o lixo jogado nos centros urbanos, longe do mar, pode afetar os bichos, conforme explicou Carina.
“O lixo acaba indo para o mar através do sistema de drenagem. A pessoa joga o lixo em um terreno baldio. Quando chove, a água da chuva leva esse material para o sistema de drenagem, que despeja a água com os resíduos nos rios. E os rios desembocam no mar. Às vezes você mora a quilômetros da praia e está matando um animal marinho”, explicou a bióloga.

O tipo de plástico mais encontrado no interior dos animais é a sacola usada em supermercados. De acordo com Carina Borborema, as tartarugas confundem as sacolas com alimento. Também são costumeiramente identificados filamentos de cordas usadas em redes de pesca. “Esse material faz um bolo e entope o intestino dos animais”, esclareceu.
Apesar do grande dano que o lixo pode causar aos animais marinhos, Carina Borborema esclarece que o plástico descartado de forma inadequada também pode prejudicar a própria população. “O plástico tem produtos químicos que contaminam a água, o solo e, consequentemente, o nosso alimento. O lixo nas praias também tem representado risco a própria vida humana. O problema é muito mais abrangente que impedir a morte de animais. É também garantir a vida do ser humano em um planeta limpo”, disse a bióloga.

Por pura curiosidade, os animais tendem a se aproximar desses objetos que são estranhos em seu habitat natural e se tornam presas fáceis de cintas, linhas de pesca, redes e cordas abandonadas no oceano por barcos de pesca. Uma vez presos, os animais dificilmente conseguem escapar, sobretudo, porque com o passar do tempo eles aumentam de tamanho e a coleira fica ainda mais apertada.
Focas e lobos-marinhos têm o costume de introduzir a cabeça em volta de objetos circulares e crescem com os colares plásticos ao redor e com o passar do tempo causam sérios problemas, como sufocamento ou constrição de artérias. Alguns deles não conseguem em vida livrar-se das coleiras, que permanecem no ambiente apresentando-se como risco para outros animais mesmo depois da decomposição daquele no qual estava presa.

A bióloga e educadora Carina dos Santos Borborema que é nativa de Cumuruxatiba, tem conscientizado os seus alunos, moradores e turistas advertindo para nunca se descartar lixo na praia e nem atirá-lo no mar. “Esteve na praia, todo o lixo produzido leve de volta”. E explicita que os resíduos das viagens marinhas devem ser trazidos até a terra firme para serem descartados corretamente. O despejo de resíduos plásticos em oceanos é proibido, pois esse tipo de lixo causa diversos impactos à vida marinha, além de demorar anos para se decompor na natureza. O problema não é a falta de leis, mas sim o descaso e a falta de compromisso com elas, além da falta de fiscalização e punição para quem as infringe. (Da redação TN).

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