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Dez homicídios no oitavo dia de greve da Polícia Militar no ES, fora da Grande Vitória

Oito mortes foram registradas em municípios fora da Grande Vitória
No DML, foi preciso uma força-tarefa para liberar corpos
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
O sábado foi marcado por violência no interior do Espírito Santo. Foram mais 10 homicídios registrados ontem em todo Estado, oito fora da Grande Vitória, conforme dados do Sindicato dos Policiais Civis do Estado (Sindipol-ES). O total de assassinatos durante os oito dias em que a Polícia Militar não foi para as ruas chegou a 138.

Em Nova Venécia, no Norte do Estado, cinco pessoas foram assassinadas. De acordo com o Serviço Médico Legal (SML) de Linhares, as vítimas eram de homens com idade entre 19 e 37 anos. Todos foram mortos a tiros.

Em forma de protesto, a mãe de uma das vítimas levou o caixão com o corpo do filho para a frente do portão do Batalhão da Polícia Militar de Nova Venécia. Moradores contaram que ela fez um discurso emocionado sobre a falta de policiais na rua.

Já em Linhares, o corpo de uma mulher foi encontrado na área de um bar no bairro Nova Esperança. Moradores disseram que o crime aconteceu na madrugada de ontem, mas não souberam informar como ocorreu. Mãe de três filhos, a mulher trabalhava como diarista.

No bairro Santa Rosa, em Guarapari, o pedreiro Maycon Barcelos Alves, 25 anos, teria sido assassinado de forma enganada por um grupo de justiceiros, segundo populares. A vítima foi alvejada por volta das 6h30 da manhã em cima de uma moto quando levava consigo uma gaiola com passarinho para se encontrar com outros amigos. Um veículo preto teria realizado os disparos. O pedreiro após ser atingido ainda tentou correr, mas foi alcançado e morto logo depois. Conforme relatos, Maycon não tinha envolvimento com drogas e nem problemas com vizinhos.

No bairro Ulysses Guimarães, em Vila Velha, outro pedreiro foi assassinado. Na madrugada de ontem, Gery de Souza Santos, foi assassinado. Já em Nova Carapina I, na Serra, um homem não identificado foi assassinado.

Durante a paralisação, registro de 40 mortos em um dia

Durante a crise na segurança pública, o Espírito Santo teve 40 homicídios em um único dia, segundo levantamento do Sindicato dos Policiais Civis (Sindipol-ES). O número foi registrado na segunda-feira, um dos dias mais críticos da onda de violência. Nesse mesmo dia, a delegacia de roubo de veículos atendeu 200 ocorrências. Também houve saques e assaltos.

No dia 6 de fevereiro do ano passado, foram registradas apenas 3 mortes, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública do estado (Sesp).

No levantamento do Sindipol, a terça-feira (7) foi o segundo dia mais violento, com 22 mortes na Grande Vitória e interior. No mesmo dia do ano passado foram 6. Uma das mortes no período foi a do Policial Civil Mario Marcelo de Albuquerque, morto ao tentar impedir um assalto em Colatina.

Corpos


Durante a semana que passou, uma força-tarefa precisou ser organizada pela Polícia Civil do Espírito Santo, com apoio de agentes trazidos do interior, para conseguir dar conta de liberar os corpos que começaram a chegar ao Departamento Médico Legal de Vitória (DML) desde o último sábado, dia 4, primeiro dia de greve da PM. (Gazeta Online)

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