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Protesto da PM do Espirito Santo registra 17 homicídios em três dias, clima é de tensão

Número de mortes violentas, desde que começou o protesto dos familiares dos PMs, se igualou as registradas em fevereiro do ano passado
Desde que o movimento de familiares de policiais militares foi iniciado, na madrugada deste sábado (4), impedindo a saída das viaturas e o policiamento nas ruas, já foram registrados um total de 15 homicídios no Estado. O registro vai até às 7 horas deste domingo (5).

O total de mortes destes dois dias, somado aos dois homicídios de sexta-feira, totaliza 17 assassinatos. As mortes de sábado e domingo conseguiram superar o número de mortes violentas que ocorreram no mesmo período do mês de fevereiro do ano passado - ou seja, dias 4 e 5. Os dados estão em um relatório da Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) a que A Gazeta teve acesso.

No sábado ocorreram sete homicídios, sendo três deles no município da Serra, a cidade que no ano passado registrou o maior número de mortes violentas do Estado: 267. As outras ocorreram em Água Doce do Norte, São Mateus, Cariacica e Montanha.

Entre a meia-noite e às 7 horas deste domingo, ocorreram mais oito homicídios. Novamente a Serra aparece com mais dois casos. Em seguida vem Vila Velha, com mais dois casos, Linhares, Cariacica, Conceição da Barra e Barra de São Francisco.

Ocorreram ainda, na última sexta-feira, 13 tentativas de homicídio, sendo sete delas na Região Metropolitana, que engloba as cidades de Vitória, Vila Velha, Serra, Cariacica, Viana, Fundão e Guarapari. No sábado, até às 23h59, foram mais 22 tentativas de homicídio, sendo 15 delas na Região Metropolitana. Hoje, até às 6 horas, foram 36 tentativas de homicídio, dos quais dez foram no interior e o restante na Região Metropolitana.

Até às 23h59 deste sábado o Centro Integrado de Operações de Defesa Social (Ciodes) tinha registrado 362 ocorrências, incluindo os homicídios e as tentativas, além de 191 casos de roubo a pessoa em via pública, 65 de roubo de veículo, 21 de roubo a comércio e oito de roubo a coletivo.

Hoje, até às 6 horas, o Ciodes foi acionado para 333 ocorrências. Além das mortes violentas e tentativas registradas, também ocorreram 31 roubos a pessoas nas ruas, 7 roubos a comércio, 22 roubos de veículos e5 furtos de veículos. Na última sexta –feira, antes do movimento, o número de ocorrências foi bem menor, 184. Um ponto importante: com exceção dos homicídios e tentativas, as ocorrência de furtos e roubos aconteceram somente na Região Metropolita.

A reportagem entrou em contato com a Secretária de Segurança e aguarda resposta sobre a situação.

HOMICÍDIOS

- Domingo (0h até às 7h) – 8 mortes


Vila Velha (6h) – Alvorada

Serra (0h23) – Parque das Gaivotas

Vila Velha (2h02) – Jaburuna

Linhares (3h04) – Nova Esperança

Serra (4h48) – Morada de Laranjeiras

Cariacica (4h18) – Piranema

Conceição da Barra (6h25) – Zona rural

Barra de São Francisco (6h39) – Centro

- Sábado (sete mortes)

Água Doce do Norte (6h56) – Cristo Reis

Serra (9h28) – Maringá

São Mateus (10h37) – Vila Nova

Serra (15h45) – Feu Rosa (dois casos, no mesmo horário)

Cariacica (19h18) – Prolar

Montanha (21h46) – São Sebastião do Norte

- Sexta-feira (duas mortes)

Serra e Cariacica

Aumento nos casos de roubos e furtos


Também houve aumento nos casos de furtos e roubos. No Centro de Vitória, uma loja de eletrodomésticos foi arrombada por dois jovens, na madrugada deste domingo. Eles foram detidos pela Guarda Municipal e encaminhados para delegacia. Os produtos que estavam com os ladrões foram recuperados.

Um trailer da Policia Militar, em Goiabeiras, foi incendiado por criminosos. Não havia ninguém local no no momento do crime. De acordo com testemunhas, um homem parou o carro próximo ao trailer, jogou gasolina no veículo e, em seguida, ateou fogo.

As partidas de futebol entre Desportiva e Espírito Santo e São Mateus e Vitória, válidas pelo Capixabão 2017 e que seriam realizada neste domingo, foram canceladas por falta de policiamento.

Os manifestantes reivindicam, em nome da categoria, melhores salários e condições de trabalho. Muitos deles passaram a noite acampados em frente aos batalhões.

No 1º BPM, em Vitória, cerca de 20 pessoas com cartazes e apitos obstruem a saída de viaturas. A esposa de um policial militar disse que não há previsão para encerrar o movimento. “A gente só vai ceder depois que o governador fizer mudanças no quadro da PM. Os policiais têm sofrido muito e nós, familiares, também. Eles estão sem reajustes há mais de sete anos”, disse.

Em Vila Velha, a porta do 4º BPM foi o local com maior aglomeração entre os protestos da Grande Vitória. Cerca de 40 pessoas estavam no local na manhã deste domingo.

No 6º BPM, na Serra, pela manhã havia apenas cartazes. Os manifestantes tinham deixado o local, mas as viaturas também não saíram. (Gazeta Online)


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