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Servidores do judiciário baiano em estado de greve; órgão tem grupo com supersalários

Com pauta de reivindicações servidores aprovaram em Salvador manutenção do estado de greve
Enquanto a maioria dos servidores do judiciário baiano, em assembleia de seu sindicato de classe, aprovou a manutenção do estado de greve, com paralisações já definidas para os dias 25 de maio, 1º e 8 de junho, um levantamento feito pela coluna Satélite (jornal Correio), junto ao portal da transparência do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), identificou um grupo de servidores de terceiro escalão do órgão, beneficiado com supersalários. 

“Dos 331 atendentes de recepção que aparecem na folha de pagamento do TJ, nove deles ganham entre R$ 22 mil e R$ 48 mil. Embora a remuneração básica para a função seja de aproximadamente R$ 4,5 mil, uma série de penduricalhos permite que recepcionistas da Corte recebam, em alguns casos, mais que um juiz. Além de adicionais e gratificações, o contracheque de parte da categoria é engordado pela chamada vantagem pessoal AFI, artificio criado por uma lei de 1991, que permitiu a incorporação de R$ 19 mil aos salários de servidores privilegiados pela medida”. 

Na contramão disso, os servidores filiados ao Sinpojud, se mobilizam em defesa da pauta que reivindica, a reposição inflacionária 2016 e 2017 da categoria; o pagamento do passivo dos 18% do Plano de Cargos e Salários e o pagamento da gratificação da Progressão por Merecimento, acenando para uma possível greve por tempo indeterminado, caso essas propostas não sejam atendidas. 

Retornando à questão do grupo dos supersalários do TJ, verifica-se que a maioria dos recepcionistas que ganham essas vantagens salariais são lotados no gabinete de desembargadores que integram a cúpula do TJ ou já ocuparam cargos de comando. Por faixa de remuneração, dois recebem mais de R$ 40 mil de salário bruto. Outros três recebem acima dos R$ 30 mil. 

O restante ganha entre R$ 22 mil e R$ 29 mil. “Para completar, continuarão ganhando os mesmos valores quando se aposentarem, jogando a conta da mordomia sobre as costas da Previdência”, essa é a constatação.

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