Header Ads

Vereadora Erlita defende realização de cirurgias gratuitas para mulheres mutiladas pelo câncer de mama

A vereadora Erlita Conceição de Freitas (PT) vem, já algum tempo, empunhando a bandeira das mulheres vítimas de câncer de mama. Para a vereadora, o município de Teixeira de Freitas precisa se organizar para oferecer cirurgias gratuitas às mulheres que ficaram mutiladas por conta desta triste doença e, sobretudo, melhorar a estrutura para atendimento da demanda e rever o número insuficiente de médicos qualificados para o procedimento.

Conforme a vereadora Erlita Freitas, todas as mulheres que passam por mastectomia tem direito à reconstrução mamária gratuitamente pelo SUS – Sistema Único de Saúde. Segundo a parlamentar, a paciente deve discutir isso com os médicos, e quando a reconstrução não for possível na mesma cirurgia, deve procurar o posto de saúde do seu bairro para solicitar o procedimento. Caso seja negado, ou o procedimento esteja demorando muito para ser realizado, a mulher deve procurar a Defensoria Pública para garantir na justiça o direito à reconstrução.

A vereadora Erlita Freitas lembra que o município tem o dever e obrigação de oferecer suporte e orientação em reuniões semanais para mulheres que passaram pela mastectomia, e viabilizar por mais agilidade nas cirurgias de reconstrução para que as pacientes retomam suas vidas ao encontrar conforto umas nas outras, participando de palestras sobre autocuidados e recebendo orientações de como buscar seus direitos.

”Em um primeiro momento elas estão preocupadas em curar o câncer. Quando retiram a mama, os impactos vão desde aos ligados ao universo feminino, como o vaidade, sexualidade, mulheres que não tiram mais a roupa em frente aos maridos, que se sentem mutiladas, até questões como dores e perda do movimento dos braços”, salienta a vereadora Erlita Freitas e, explica que após passarem pela reconstrução, as pacientes passam a ter a sensação de finalmente conseguir fechar um ciclo, sentindo-se livres para continuarem suas vidas.

Segundo a vereadora Erlita Freitas, essa complexa doença é repleta de outros pontos que também inspiram cuidados. Um deles é a perda da mama e a possibilidade de reconstruí-la. Ela informa, que a Lei nº 12.802 estabelece que a reconstrução mamária é um direito da mulher que teve a mama mutilada pelo tratamento do câncer e ainda que ela deve ser feita imediatamente após a retirada das mamas se existirem condições técnicas para isso. No caso de impossibilidade da reconstrução imediata, a paciente tem direito a acompanhamento e realização da cirurgia assim que ela alcançar as condições requeridas para a reconstrução.

A parlamentar explica que existem casos em que a reconstrução imediata não deve ser realizada. “Caso existam tumores mais avançados, a paciente não esteja clinicamente instável ou vá precisar fazer radioterapia pode ser que a cirurgia não seja indicada, mas depende de cada caso e de uma avaliação médica, porque são contra-indicações relativas”. Contudo, o Ministério da Saúde, em 2017, aponta que o número de cirurgias de reconstrução mamária cresceu 76,9% em relação a 2010. (Por Athylla Borborema).

Nenhum comentário

Tecnologia do Blogger.