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Nove anos depois, criança ainda tem 4 agulhas das 31 espetadas no corpo pelo ex-padrasto


O menino que teve 31 agulhas inseridas no corpo pelo ex-padrasto, em 2009, ainda convive com quatro dos objetos dentro do corpo, nove anos após o caso. Hoje, com 11 anos, a criança ainda é acompanhada por médicos, depois de ter passado por três cirurgias, quando ainda tinha dois anos. O caso aconteceu em Ibotirama, no oeste da Bahia, e ganhou repercussão no mundo inteiro. O garoto deu entrada no hospital chorando e sentindo muitas dores, quando tinha 2 anos e 7 meses. Sem diagnóstico evidente, os médicos pediram uma radiografia e encontraram as 31 agulhas espalhadas pelo corpo do menino.

Atualmente, a criança vive bem e com boa saúde. Ele estuda, brinca com os irmãos e participa de projetos sociais. As agulhas que ainda restam no corpo não oferecem risco à saúde, porque elas não mudam de lugar.
Na época, o padrasto da criança, Roberto Carlos Magalhães, ex-ajudante de pedreiro, confessou a violência. Roberto Carlos Magalhães vivia com a mãe do menino havia seis meses. Em 2014, cinco anos após o crime, ele foi condenado a 12 anos e seis meses de prisão, por tentativa de homicídio triplamente qualificado. Roberto Carlos cumpre a pena no presídio de Salvador. Para a polícia, ele disse que as agulhas inseridas no corpo da criança faziam parte de um ritual e que duas mulheres o ajudaram.

Na época da descoberta o garoto foi levado às pressas para Salvador, em um avião-UTI. Ele chegou acompanhado da mãe e de paramédicos. Do aeroporto foi de ambulância direto para o Hospital Ana Nery, onde ficou internado. O menino passou por três cirurgias, procedimentos de alto risco para uma criança que, na época, tinha 2 anos e 7 meses. Ele só teve alta em fevereiro de 2010, depois de passar cerca de um mês internado. 

Photo Jornalismo/Com Informações do G1 Bahia

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