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Clientes desmaiam no SAC/Teixeira por conta do calor: Ar-condicionado está quebrado há três meses


Teixeira de Freitas: Clientes do Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC) denunciaram a situação de extremo calor na unidade por falta da manutenção nos aparelhos de ar-condicionado, que estão há mais de três meses, com defeito. Uma denunciante, que preferiu não se identificar, disse que algumas mulheres que aguardavam atendimento já chegaram a desmaiar por causa da alta temperatura. Uma moradora do Bairro Caminho do Mar sentiu falta de ar e foi socorrida pelo SAMU/192, outra senhora, deu uma crise de vômitos, e foi socorrida por populares.

A unidade do SAC fica situada no Shopping Mix e apenas os ventiladores do ar-condicionado estão funcionando, sem refrigeração. Os funcionários estão tendo que levar ventiladores para amenizar a situação do calor. Mesmo com os ventiladores, a situação está inviável, insalubre, desumana, reclama os funcionários. O SAC fica em um espaço sem nenhuma ventilação externa. Sem o ar, o ambiente fica insuportável e insalubre, propenso a proporcionar diversos problemas físicos em seus freqüentadores, e principalmente nos funcionários que precisam cumprir uma carga horária de 08 horas diárias no SAC.

Na manhã desta quarta-feira (20), o jornalismo do Liberdade News, esteve na unidade e constatou a denúncia. Durante conversa com clientes, um homem passou mal e precisou sair do local para respirar melhor. “É a segunda vez que eu venho aqui. No final de outubro já estava assim, muito quente. Eu passei mal e levantei um pouco para pegar o frescor do ar-condicionado do shopping. É uma vergonha as pessoas terem que passar por isso. Já chegam de madrugada na fila para conseguir ser atendido, às vezes tem que passar o dia todo no SAC, nessa situação insuportável de calor. Pior, o local não oferece água para o cidadão”.

“A situação está crítica”, disse o mestre de obras Joab Ferreira, 25 anos. “Cheguei aqui às 06h30, tive acesso ao interior do SAC às 08h30, e já senti o ambiente muito quente, com muitas pessoas e muito calor. Já se percebe de cara que o ar não está funcionando e isso dificulta muito a espera do atendimento”. O pedreiro, André Silva Santos, 33 anos, morador de Teixeira de Freitas disse que está sentindo um calor insuportável dentro do SAC. “Fico molhado de suor, e é preciso de minuto em minuto, sair um pouco lá fora para respirar melhor. É muito calor mesmo”.
O motorista João Leandro, 63 anos, disse que veio fazer a identidade e se deparou com essa temperatura altíssima. “Sei que estamos no verão, mas, aqui o ar-condicionado deveria estar funcionando. Como não está, com esse calor, para quem tem pressão alta não é muito bom”. O vendedor Nailton Sena Rocha, 43 anos, disse que chegou ao SAC e logo sentiu que o ar condicionado não estava funcionando. “Aqui não tem nenhum ventilador para os clientes. Com um calor insuportável desse como agüentar? Espero que os responsáveis pelo SAC sejam sensíveis e mande logo dar a manutenção no ar condicionado, que há muito tempo não funciona”.

Um cidadão que preferiu não revelar seu nome, disse que freqüenta constantemente o SAC, pois, ele trabalha com taxi. E a reclamação das pessoas é geral. “Conheço muita gente e transporto muitas pessoas para o SAC diariamente. É uma situação desumana. Os diretores do SAC estão em Salvador em suas salas com ar-condicionados e não estão nem ai para os cidadãos, e os funcionários. Tenho certeza que a situação foi informada pelos gerentes e coordenadores, mas, essa demora em resolver não é nada mais nada menos do que pouco caso. Imagina esses funcionários como não chegam exaustos em suas casas. E como não trabalham sobre pressão. Pois, sei que não podem fazer nada. Eles têm medo de perder seus empregos e ficam sofrendo. Talvez se parassem, os diretores de Salvador resolviam a situação”.

O gerente administrativo do Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC), Joalbo Brandão, falou que por força de autoridade maior não poderia falar sobre o assunto, e sim a ASCOM da Secretaria de Administração do Estado (SAEB), em Salvador-BA.

Photo Jornalismo/Por: Lenio Cidreira

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