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Cerca de 14 mil pessoas em situação de rua podem ser afetadas na Bahia devido ao Covid-19

Pessoas em situação de rua são as mais vulneráveis | Foto: Adilton Venegeroles | Ag. A TARDE
Como se proteger em tempos de pandemia do coronavírus sem o acesso a serviços essenciais? Esta e outras questões foram abordadas pelo professor, médico-psiquiatra e fundador do Centro de Estudos e Terapia do Abuso de Drogas (Cetad), da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Augusto Nery Filho, na manhã desta quinta-feira, 19, em conversa no Isso é Bahia, programa da Rádio A TARDE FM. Na oportunidade, o profissional indicou alternativas para proteger as pessoas em situação de vulnerabilidade.

Segundo o professor, estima-se que em Salvador cerca de 14 mil pessoas utilizam as ruas como último recurso para viver. "Há muito tempo chamamos a atenção do poder público para a criação de dispositivos de proteção para essas pessoas. São pessoas sem documentos, sem local para se higienizar, sem alimento. Ninguém escolhe viver nesse tipo de situação", frisou.

A vulnerabilidade desta camada da população foi um dos pontos abordados pelo pedagogo. "Essas pessoas de rua não têm capacidade de se defender, elas precisam ser protegidas pelo poder municipal e estadual, porque essas provavelmente serão as principais vítimas desta pandemia", ressaltou.

Ainda de acordo com Augusto Nery, a cada 100 pessoas que usam drogas, 80 não são dependentes químicos. "São pessoas que têm plena capacidade de entender o que estão fazendo. Cerca de 10% das pessoas que estão efetivamente doentes, estão no fundo do poço e utilizam a droga como rota de fuga. São as que precisam efetivamente de proteção do governo".

A maioria das pessoas internadas em comunidades terapêuticas não deveriam estar lá, segundo o professor. Para Nery, são pessoas que utilizaram a droga de forma eventual. "Cabe ao poder público verificar quais pessoas precisam realmente ficar sob cuidados e quais têm condições de retornar aos seus lares, buscando outros recursos para cuidar desse eventual consumo", indicou.

Otimismo

Para o professor, o Brasil e a Bahia estão sendo efetivos nas medidas tomadas até então nesta área de amparo social. "Felizmente temos visto que nós brasileiros temos atendimento mais que países desenvolvidos da Europa. Particularmente, acho que a Bahia vem tomando posições bem efetivas, certamente enfrentaremos problemas, mas muito menor que a ponto de gerar um colapso no nosso sistema de saúde", avaliou, chamando atenção para o trabalho desenvolvido em conjunto com a Defensoria Pública do Estado (DPE).

PHOTO JORNALISMO / Fonte: Atarde

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