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Polícia Civil elucida homicídio tentado no Bairro Jardim Planalto e pede prisão do acusado


Teixeira de Freitas: A Polícia Civil, através do delegado da Pasta de Homicídios, Manoel Andreetta, esclarece mais um crime contra a vida em Teixeira de Freitas. Trata-se do homicídio tentado praticado contra uma vítima de 19 anos de idade, fato ocorrido na noite do dia 28/02/2020, por volta das 20h30, através de disparos de arma de fogo, efetuados no momento em que a vítima abria o portão de sua casa, situada na Rua dos Girassóis, no Bairro Jardim Planalto, neste Município de Teixeira de Freitas. Iniciada as investigações, com apoio do serviço de inteligência da delegacia territorial, através dos investigadores Sérgio Adriano, Alexandre Augusto e Alex Honorato, foi apurado que a vítima estava envolvida com o tráfico de drogas, no bairro Jardim Planalto, neste Município.

Ainda segundo apurou nossa equipe de reportagem, a vítima figura como um dos “menino de pista” do grupo de traficantes que atua naquelas imediações, atuantes também nos bairros Bela Vista e Vila Caraípe, sendo certo que, o referido grupo está em guerra contra o grupo de traficantes rival, na disputa pelos pontos de venda e distribuição de drogas nos referidos locais. Ainda segundo apurações da nossa equipe de reportagem, a polícia descobriu que os grupos criminosos estão em franca disputa pelos pontos de venda e distribuição de drogas em quase todos os bairros que compõem este município de Teixeira de Freitas, havendo também, registros de embates em quase todas as cidades que integram a região.

Segundo a polícia, o “vetor” principal ou “mola” propulsora desta guerra é a prática de crimes de homicídios, tentados e consumados, representados por uma série de “ataques” e “revides” praticados pelos seus integrantes, que vem lesionando e ceifando a vida de vários jovens e adolescentes em nossa comunidade, entre comparsas, rivais e até mesmo terceiras pessoas inocentes, causando prejuízos irreparáveis, não só de ordem psicológica: representados pela perda precoce das famílias envolvidas e de seus entes queridos; assim como de ordem material: quando vitimizam e invalidam indivíduos economicamente ativos, seja impedindo a arrecadação futura de impostos por parte do Estado; seja sobrecarregando o sistema de saúde com pessoas lesionadas, algumas delas, de forma permanente e definitiva.

Neste contexto, a polícia descobriu que os integrantes de determinado “grupo de traficantes”, que vem causando os maiores e mais graves desequilíbrios ao adotarem uma política agressiva e cruel de encampação dos vários territórios disputados, pondo em risco a segurança pública, a ordem institucional e a paz social. E no transcorrer das investigações, a polícia descobriu que o crime figurava como mais um capítulo desta novela sangrenta, nefasta e irracional, envolvendo o embate entre estes grupos de traficantes, desta vez, ocorrido no momento em que a vítima encontrava-se em seu momento de descanso, no interior de sua residência, quando escutou a campainha da porta externa sendo tocada. Ao abrir, o portão atendendo o chamado, se deparou com o seu antigo “amigo”, a pessoa de Gustavo Cardoso Santos, o “Cigano” ou “Neguinho”.

O Neguinho é integrante do grupo rival ao da vítima, oportunidade em que, aproveitando-se do elemento surpresa, Gustavo lhe apontou uma arma de fogo tipo revólver e dizendo “toma aqui o seu”, efetuando um único disparo “à queima roupa”, que atingiu a vítima de raspão, do lado esquerdo do peito, pouco acima das costelas, atingindo-o também no seu antebraço, transfixando-o. Naquele momento de desespero, a vítima fechou depressa o portão da rua entrando na residência, quando então o executor Gustavo ainda tentou pular o muro na clara intenção de terminar o seu “serviço macabro”, porém, no instante em que apontou com a cabeça por cima do muro, foi afastado pela vítima e pelo irmão dela que estava no interior da casa, quando ambos começaram a gritar para os vizinhos pedindo socorro.

O irmão da vítima ainda mentiu, dizendo para a vítima, que pegasse e disparasse contra Gustavo com a “peça”, fazendo menção a uma suposta arma de fogo que os irmãos teriam guardada no local e que a utilizariam para “revidar” a injusta agressão, uma mentira engenhosa e inteligente, contada no desespero e no calor da ação, com o objetivo de assustar e desencorajar o executor, engodo que, como ficou constatado, acabou dando certo, posto que, no instante seguinte, Gustavo resolveu desistir da ação e acabou deixando o local tomando rumo ignorado, oportunidade em que a vítima acabou sendo socorrida pelos seus familiares, vizinhos e curiosos que já se aglomeravam no local, sendo conduzido junto ao HMTF local onde conseguiu se recuperar posteriormente das lesões sofridas.

Segundo o delegado Manoel Andreetta, “mesmo passando por um momento grave e extremamente difícil, onde não só a nossa amada comunidade Teixeirense, mas todas as nações do Planeta Terra se veem ameaçadas por uma epidemia gigantesca e sem precedentes, a Polícia Civil continuará prestando o seu serviço essencial na manutenção da ordem institucional e da segurança pública, visando proteger as famílias e os cidadãos de bem, fazendo jus a confiança que sempre nos foi depositada”. De fato, concluiu o delegado que: “as forças policiais não irão tolerar a ação de grupos criminosos que visem se aproveitar da crise que vem se instalando, conclamando ao cidadão de bem para que façam a sua parte e atendam as diretrizes e planos traçados pelos nossos governantes, principalmente aqueles que digam respeito a proteção da vida e da saúde pública”.

O Inquérito Policial foi devidamente concluído, relatado e encaminhado à Justiça com o pedido de prisão do autor envolvido.

PHOTO JORNALISMO / Por: Edvaldo Alves/Liberdadenews

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