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Motociclistas promovem “Motociata” para pedir paz no trânsito, e rendem homenagem ao Rodrigo em Itabatã

Mucuri: A Motociata e as homenagens aconteceram nas principais avenidas do distrito de Itabatã, e no local do acidente, em um protesto silencioso ocorrido na manhã e durante todo o domingo, 29 de novembro, quando motociclistas representando os estados do Espírito Santo (ES), Minas Gerais (MG) e o Estado da Bahia, renderam homenagens e fizeram um protesto silencioso pedindo justiça pela morte do motociclista, Rodrigo Batista de Souza, 37 anos, que morreu em um acidente de moto, no dia 08 de novembro, no Km 942 da BR-101, no município de Mucuri.
Os motociclista seguiram o trajeto e foram até o local do acidente, onde em um momento de muita emoção e oração, pediram mais prudência no trânsito, respeito à vida, lembrando que em um acidente de trânsito envolvendo motocicleta independente de quem esteja certo ou errado o motociclista é o que sofre mais, podendo se ferir gravemente ou até mesmo morrer, como foi o caso do Rodrigo.


A reportagem do Liberdade News, conversou com Dido Ribeiro, Pós Master de Moto Clube, e Independent de Biker, e ele disse que esse momento, é um grande momentos para todos os motociclistas. "A gente está aqui representando uma classe e fazendo uma homenagem ao nosso irmão Rodrigo, que infelizmente nos deixou, de forma inesperada, de forma brutal, e por essa razão estamos aqui para clamar pelos crimes de transito, não só pelo Rodrigo, mas, também pelos outros motociclistas, pelas pessoas que trafegam pelas vias públicas, e por aqueles que ingerem bebiba alcoólica, e seguem em seus carros e sua motos. Então, esse é o intuito de conscientizar a população daqui da região e do extremo sul baiano, para que consiga de alguma forma, abrir os olhos daquelas pessoas, que consomem bebiba alcoólica e dirigem".

Marco Túlio Miguel, mais conhecido como “Marcão”, presidente do Legionários Clube de Mucuri, relatou que ser um motociclista é nascer do sangue. "A gente já nasce com isso, a gente começa fazer tudo ter duas rodas, uma lata de óleo, um balde vazio, tudo começa a ter duas rodas, o velocípede perde uma rodinha, a patinete. Até que se ganha motor, até que ganhe vida e ganhe estrada. Então, isso está no sangue, está no coração. Eu acho que é muito difícil uma pessoa depois de velha dizer eu vou virar motociclista. Ou ele já nasce, ou nunca será. Temos muitas alegrias na estrada, o sofrimento exatamente no tocante o que estamos fazendo aqui hoje, é a parte dos acidentes, das imprudência, é o desrespeito ao motociclista, é a parte de dividir a pista e jogar ele para fora, esse é o lado triste, fora isso a proporção de alegria é muito maior. A satisfação, a liberdade, o vento, a gente busca sempre isso, queremos só um lugar na estrada. Hoje estamos aqui de forma pacifica, rendendo, essa homenagem para nosso irmão Rodrigo".

Paulo Sergio Cruz, o “Paulinho”, morador de Teixeira de Freitas, empreendedor e colaborador nas causas sociais dos Clubes de Motociclistas do Extremo Sul da Bahia, disse que na verdade é muito visível a impunidade no trânsito. Sou pai de familia, sou usuário do trânsito, a gente sabe que nunca vai ser perfeito, mas, nem por isso deixamos de buscar a perfeição. Para melhorar a qualidade de vida no trânsito, para que vidas possam ser preservadas, venho com todos meus equipamentos, faço de coração, porque sei que é compensador estrar entre amigos. Aos amigos do Rodrigo e aos familiares, a dor que vocês sentem é imensurável. Quem perdeu seu ante querido de forma brutal sabe a dor. A vida é um dom de Deus, e que sua infinita graças possa se estender a todos que trafegam as estradas da vida, e console os familiares de Rodrigo".

A motociclista Camille Zanny, de Guriri-São Mateus/ES, disse que, aprendeu a andar de moto com 13 anos de idade. "Eu sempre andei de moto. 30 anos nas duas rodas. Meu sentimento de estar aqui, é um sentimento de amizade, de união, estar entre amigos, compartilhar a dor e a alegria na estrada, é sentir a emoção do irmão. Na estrada tudo é igual, não importa, se é um juiz, um promotor, um empresário, um vendedor, todos nós somos iguais, corremos o mesmo risco. Todos se nivelam na igualdade e na irmandade. Desejo para a familia do Rodrigo muita força, muita luz. Se alguma dia vier acontecer comigo um acidente, eu estando em uma moto, eu partirei feliz, eu partirei bem estando em cima de uma moto porque é a coisa que mais gosto de fazer na vida. Acredito que Rodrigo, foi no momento dele e ele estar feliz".

O presidente do Clube de Moto "Leões Selvagens", de São Mateus/ES, Ricardo Buno, disse: "Estamos aqui para dar a apoio à familia do Rodrigo, prestando a nossa solidariedade a eles.

Nosso Clube tem 05 (cinco) anos de existência, e nossa meta sempre será educação. Somos da paz, respeitamos as leis de trânsito, e gostaríamos que as outras pessoas também respeitassem. Tenho 32 anos de motociclismo, minha familia tem satisfação e alegria, quando estamos em duas rodas".


PHOTO JORNALISMO / Por: Lenio Cidreira 

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